quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Fome


É o que consome
Por dentro
Por fora
Entranha, encolhe e jorra

Estranha, a morte se aproxima
Por baixo
Encima
Explode e sacode

Menina, dos olhos
Que brilha
Que pinga
A lágrima dos olhos

Por claro, do barro
Soprado e modelado
Das mãos, divinas

Sem choro, consolo
O ouro,
Jamais me alucina

Mas brilha
Mas vale

O que de cá não se leva

Minh’alma
Se eleva
Se entrega

À fome de comida,
De sonhos,
De pinga,
Ternura, de candura

Mas nunca,
Jamais, chora o ouro,
Que é pão

Dos infelizes iludidos,
Que choram,
Que imploram,
Por um pouco de consolo

Perdidos, famintos,
Esquecidos de que o que vale
É o que no coração se aloja

Pois loja
É forja
Pois ouro
É tolo

Da terra,
À terra torna
E a alma implora
Declara que o amor é o melhor consolo

Um comentário:

Luiz Manghi disse...

meu caro amigo Jade, companheiro de conversas interesantíssimas e de diversões também, proque ninguém é de ferro...
que esse seja o primeiro de vários textos legais por aqui.
e que a gente tenha muitos anos pela frente pra trocar idéias, conselhos, consolosm porque o ouro, é tolo né? então da amizade se faz tijolo e com tijolo uma bela construção, que de tão forte pode acabar só 7 palmo abaixo do chão.

aquele abraço.